O SS Palmyra foi um transatlântico britânico, construído pela Caird & Co. em Greenock. Foi operado pela Cunard Line, e lançado ao mar em 23 de dezembro de 1865. Foi o quinto e último navio da classe Tripoli de transatlânticos, depois do SS Tripoli, SS Aleppo, SS Tarifa e SS Malta.
Operou como transporte de tropas na Guerra Anglo-Zulu, foi desmantelado em 1896.
Construção, características e navios irmãos O Palmyra foi construído em ferro pelo estaleiro Caird & Company, na cidade de Greenock, Escócia, recebendo o número de construção 125. O navio possuía uma arqueação bruta de 2 044 toneladas (GRT), medindo aproximadamente 88,6 metros de comprimento (290,8 pés) por 11,5 metros de boca (38 pés). A sua propulsão original contava com um motor a vapor acoplado a uma única hélice comercial (single screw). O transatlântico integrava uma série de cinco navios de design idêntico encomendados pela Cunard Line para otimizar as suas rotas mistas de carga e passageiros na década de 1860. Essa classe era composta pelos navios-irmãos SS Tarifa, SS Aleppo, SS Malta e SS Tripoli. Em 1878, visando aumentar a eficiência do consumo de carvão, o navio passou por reformas em Liverpool, onde a empresa J. Jack & Co. substituiu a sua maquinaria original por motores modernos de dupla expansão (compound engines).
Carreira comercial e rotas O Palmyra realizou a sua viagem comercial inaugural em 25 de abril de 1866, partindo de Liverpool e passando por Queenstown antes de cruzar o Atlântico em direção a Nova Iorque. Nos primeiros quatro anos de operação, o navio focou o atendimento no transporte de mercadorias e de imigrantes europeus rumo ao porto nova-iorquino. Em 6 de setembro de 1870, a Cunard alterou o itinerário do navio, inserindo-o permanentemente na rota estável entre Liverpool, Queenstown e Boston, em Massachusetts. Sob o comando de capitães proeminentes da companhia, como o Mestre William Watson, o Palmyra tornou-se um vetor crucial na grande onda de migração de famílias britânicas e irlandesas que se fixaram na região da Nova Inglaterra no final do século XIX.
Guerra Anglo-Zulu O navio foi fretado pelo Almirantado Britânico em 1880 para atuar como transporte logístico oficial de contingentes navais, cavalos e suprimentos militares pesados enviados para reforçar as guarnições britânicas no sul da África durante os desdobramentos pós-Batalha de Isandlwana.
Campanha Anglo-Egípcia (1882) Logo após a Guerra Anglo-Zulu, o Palmyra foi novamente retirado de suas funções comerciais habituais e remodelado para servir como transporte militar britânico durante a Guerra Anglo-Egípcia de 1882, auxiliando no deslocamento de regimentos de infantaria até a região do Canal de Suez.
Fim de carreira Após retornar do serviço militar no Egito, o Palmyra voltou a operar brevemente em suas viagens regulares mistas para Nova Iorque e Boston até meados de 1883. Devido ao surgimento de uma nova geração de navios de aço muito maiores e mais velozes construídos pela Cunard, a embarcação de ferro foi considerada obsoleta e permanentemente retirada de serviço ativo. O navio permaneceu atracado na reserva até ser vendido e totalmente desmanchado para sucata (scrapped) no ano de 1896.
Ver também SS Trevo SS Jura SS Unicorn
Referências
