A imigração ilegal no México ocorreu em vários momentos ao longo da história do país, particularmente na década de 1830 e desde a década de 1970. Embora o número de deportações esteja diminuindo, com 61.034 casos registrados em 2011, o governo mexicano documentou mais de 200.000 travessias ilegais da fronteira em 2004 e 2005. A maior parte dos imigrantes ilegais no México vem de países da América Central, como Guatemala, Honduras e El Salvador, e de países africanos, como a República Democrática do Congo, Camarões, Guiné, Gana, Nigéria e Quênia; nos últimos anos, houve um aumento no número de imigrantes do Haiti. O maior grupo de imigrantes no México é o dos Estados Unidos, com 1,5 milhão de cidadãos, muitos dos quais permanecem no país após o vencimento de seus vistos. A questão da imigração ilegal no México é um tabu antigo e não recebe a mesma atenção da mídia que a questão dos mexicanos que emigram ilegalmente para outros países, como os Estados Unidos e o Canadá. No entanto, uma das razões pelas quais não é tão debatida é que a sociedade mexicana sente que existem problemas mais urgentes (como insegurança, desigualdade social e violência) que merecem a atenção do governo.
Opinião pública Uma pesquisa de 2019, patrocinada pelo jornal mexicano Reforma e pelo jornal americano The Washington Post, coletou informações sobre a opinião pública a respeito da imigração ilegal para o México. De acordo com a pesquisa, os mexicanos estão profundamente frustrados com os imigrantes indocumentados após um ano de aumento da migração de pessoas da América Central para o país. A pesquisa mostra que apenas 7% dos mexicanos acreditam que o país deveria conceder residência a imigrantes centro-americanos. No entanto, 55% afirmam que os imigrantes indocumentados deveriam ser deportados para seus países de origem. Os resultados refutam a percepção de que os mexicanos apoiam o fluxo de imigrantes indocumentados em comparação com outros países das Américas. A pesquisa constatou que mais de 6 em cada 10 mexicanos acreditam que os imigrantes representam um fardo para o país, pois ocupam empregos e benefícios que deveriam pertencer aos cidadãos mexicanos. Naquele mesmo ano, os governadores dos estados de Nuevo León, Coahuila e Tamaulipas assinaram uma declaração anunciando que não poderiam aceitar mais migrantes. O então governador de Coahuila, Miguel Riquelme Solís, afirmou que "o número [de migrantes] de que o governo federal fala é impossível de ser absorvido por nós".
Ver também Imigração no México
Referências
